domingo, 31 de outubro de 2010

Estou a tentar escrever o que sinto, ou mais vale dizer, o que não sinto?

Deitei-me esta tarde no chão, e comecei a sentir o frio a entrar pela pele do meu corpo. Apoderou-se de mim, parou a minha circulação. E por breves instantes encontrei-me noutro espaço. Já não estava cá, tinha passado para o outro lado.

Pude ver o meu corpo, deitado e pálido no chão. Pude ver que o meu coração realmente estava parado, até podia dizer congelado. Como se estivesse à espera que alguém acendesse uma fogueira dentro dele.

Não sei o que terá passado, mas senti um choque que percorreu o meu corpo. E simplesmente acordei, olhei para o tecto, e devagar deixei-me cair no chão. Não entrei no mesmo mundo, procurei dentro da minha cabeça, vasculhei todos os cantos à procura de razões. Razões que pudessem explicar o facto de o meu coração estar sem gás, sem vida. Congelado.

Porque talvez a única razão que existia, era aquela. Estar à espera de alguém capaz de acender uma fogueira, para aquecer e reviver o meu corpo. Dar-lhe força, dar-lhe motivos para lutar e de sobreviver perante as dificuldades. Quero voltar a sentir essa energia infinita que é o amor, que apesar de ir e voltar, é capaz de quebrar mundos de dores e de infelicidade.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Todo o pouco será muito...

Sinto-me cansado de lutar e cair, voltar a lutar e cair, e cair outra vez. Encontro-me longe da força que possa voltar outra vez, e mais uma vez na vida, estou tão perto da dor e do fracasso.

Talvez um dia possa mudar definitivamente, talvez um dia possa encontrar paz na minha cabeça e no meu mundo, talvez um dia possa ter tudo como nunca nada tive.

Hoje digo que não quero correr com a vida, porque a partir de hoje andarei a passos lentos e precipitados. Sei agora que eu não tenho tanta resistência para aguentar tantos problemas ao mesmo tempo.

Aguentarei aos poucos e ao fim de certo tempo, todo o pouco será muito.