sexta-feira, 25 de março de 2011

Memória

Eu não sou teu. Tu não és minha, mas o que temos será só nosso. Será nosso para sempre, será nosso mesmo que tenhamos outra pessoa, será nosso enquanto aqui estivermos e será assim só nosso e nunca igual. Porque é ao ser diferente que se cativa, se solta um sorriso, uma lágrima, um batimento cardíaco.

É nosso, o beijo e esse nosso cantinho. É nosso, o fervente desejo e esse nosso sonho. É nosso, o momento e esse nosso coração. É nosso, o sentimento e essa nossa traição. É nosso, a chama e esse nosso calor. É nosso, mas só nosso o que ambos temos e temos muito, mas muito amor.

Agora no presente, o que é nosso e só nosso, é o que resta na nossa memória.

domingo, 20 de março de 2011

Ouve-o...

Ouve-o a bater.

A cada segundo, a cada momento,

A cada olhar, a cada suspiro,

A cada beijo, a cada arrependimento,

A cada noite, a cada…


Ouve-o a bater.

A cada toque, a cada rascunho,

A cada poema, a cada vontade,

A cada paragem, a cada saudade,

A cada lágrima, a cada…


Ouve-o a bater.

A cada segundo, a cada momento,

Sou cada vez mais teu.

sábado, 19 de março de 2011

Ser poeta é ser…

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior

Do que os homens!” – Florbela Espanca


Ser poeta é ser…


Ser poeta é ser um livro por escrever, é ser o mais puro sentimento

Que o Homem não consegue encontrar! É viver!

É ser único e mesmo assim ter o defeito

De amar com todo o prazer!


É ser o ser incompreendido

No meio da compreensão,

É ser um amor conquistado

Pelo coração.


E ser poeta é saber sonhar neste mundo,

É saber amar perdidamente

Contigo do meu lado.

«Amo-te...»

Amo-te, era o que eu sussurrava ao teu ouvido enquanto dormias abraçada a mim, esse teu corpo, embora pálido, estava quente, e foi a última coisa que eu vi e senti nessa noite em que dormi do teu lado. Quando acordei na manhã seguinte, tu tinhas partido e deixado uma carta em cima da minha mesa-de-cabeceira que dizia:

“Não te posso amar, porque tu vais amar-me mais do que eu sou capaz. O meu coração não é tão grande como o teu para transportar grandes quantidades de amor para uma pessoa só.

Perdoa-me.”

Na carta estava a marca dos teus lábios, através do batom vermelho que sempre usavas, tinha ainda o teu habitual perfume. Trouxe-me lembranças de um ano de namoro, um ano de felicidade intensa e que agora que já não estás, foi um ano que se afeiçoou como se uma estaca me tivesse trespassado o coração.

Sentia o meu corpo a cair, a cair…

Mais tarde quando acordei, não conseguia ver o meu Mundo, mas conseguia ainda sentir o cheiro do perfume e a carta que ainda estava presa à minha mão. Passaram-se então dois anos, que eu já não via o Mundo, mas continuava a ver os nossos momentos, logo escrevi uma carta para ti, na minha memória:

“Passou-se dois anos Soraia e eu já não sinto o teu corpo, o teu perfume, os teus lábios. Porque hoje continuo igual ao que era, continuo a ver como via e a sentir como sentia, com o Coração.

Eu perdoo-te, tal como quando eu dizia «Amo-te do fundo do coração». “