sábado, 30 de abril de 2011

O melhor prato chama-se...

Há uns dias dei por mim a pensar no que faz mais falta ao Mundo e estive uma semana à volta disto, talvez tenha sido esta era a causa de não conseguir dormir nas últimas noites, mas eu acabei por encontrar o que fazia mais falta ao Mundo, às pessoas. Não era o dinheiro, não era o comer, era sim algo que se denominava de «Motivação».

Este era o denominador comum em todas as fórmulas matemáticas, em todo tipo de escrita, em todo tipo de desporto, em todo o Universo, em todos os teus objectivos, sonhos e em tudo o que tu fazes na Vida.

Muita gente, mas mesmo muita gente, tem falta de «Motivação» e isso faz com que desistam dos seus objectivos, dos seus sonhos e tenham medo, muito medo de viver e enfrentar a vida, como tal acomodam-se e tornam-se parasitas no Mundo.

Eu já fui um, mas foi ai que eu decidi vestir a farda de Chef e cozinhar para mim mesmo, refiz a receita do melhor prato do mundo e transformei-o em palavras, em vozes, em energia, em fé e alimentei a minha mente com isso. A quantidade de nutrientes que este prato podia fornecer era surreal, nem a própria ciência conseguia explicar tal facto, mas fazia-me mover Universos.

Chamei-lhe de «Motivação Universal» e a partir desse dia passei a comer a todas as refeições este prato, porque quando bem passado é capaz de elevar a capacidade de alguém que passou meia vida a dizer: «Eu não consigo, eu não sou capaz e a culpa é de todos os outros por eu não estar onde quero.», a dizer: «Eu consigo, eu sou capaz e não vou apontar os dedos aos outros, vou ser melhor a cada dia que passa.».

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Podes não ter telhado, podes não ter o que comer, podes não conseguir vingar no amor, podes ter uma vida de miséria, podes ter problemas familiares, podes ter uma doença grave, mas se há algo que não podes é desistir, porque se acreditares em ti, desejares ser melhor a cada dia que passa, trabalhares e teres paciência, mas muita paciência, conseguirás vencer qualquer tipo de problemas, conseguirás vencer até a doença mais grave no Planeta, conseguirás ser alguém, conseguirás ter a Vida como sempre sonhaste.


«O que a mente consegue conceber e acreditar, consegue conquistar.»

sexta-feira, 22 de abril de 2011

O papel deixou-te uma mensagem

Se há algum espelho que reflecte melhor o meu ser e ao seu pormenor, esse espelho é o meu papel. Reflecte sonhos, pesadelos, amores, ódios, sorrisos, lágrimas, erros, passados, presentes e futuros.

Quando sonho alto, quando amo, quando sorrio seja no antes, no agora ou no depois, o papel aparece decorado ao máximo por uma textura viva e cheia de cores quentes. Mas depois o pior acontece, dou um erro por mais mil coisas certas que tenha feito, passo a ser o mau da fita e então vêm os pesadelos, os ódios, as lágrimas e mais erros.

Passo então a ter um papel rasgado, com sangue, com dor, cheio de cores mortas e eu afasto-me, afasto-me de tudo, mas por detrás estou a matar-me para tentar melhorar, para ser mais e melhor, para não errar outra vez no que já errei.

Lá volta o papel a ganhar vida e começa a florescer a cada segundo: ideias, pensamentos, sonhos e objectivos de vida bem traçados. Mas depois passa alguém por cima do papel, pisa-o com toda a força, deixa cair uma beata e transforma-lo em chamas, só que não pensaram que ao rebaixarem a sua maneira de ser e ao queimá-lo ele fez-se em cinzas.

Renasceu como se tratasse de uma Fénix, o papel ardia sem cessar com uma chama de tons azuis, amarelos e vermelhos. Senti que essa chama era o reflexo da minha força de vontade, toquei-lhe com as mãos por mera curiosidade e deixou o papel para passar a arder nas minhas veias, no meu corpo, na minha mente e na minha alma.

A chama começou a fazer com que eu me empenhasse mais, me dedicasse de corpo e alma aos meus sonhos, mas principalmente a viver a vida e aceita-la como ela é. Por mais baixo que me sinta, vou-me levantar porque amanhã é um novo dia. Por mais que erre, vou aprender a não errar porque amanhã é um novo dia. Por mais que caía, vou-me levantar porque amanhã é um novo dia. Por mais difícil que a vida seja, vou-me levantar porque o dia de amanhã só é vivido, sentido apenas por mim e mais ninguém.

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O papel deixou-te uma mensagem:

“Sonha e serás livre, luta e viverás a vida com que sempre sonhaste. A vida apenas depende de ti."

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Estrela

Vejo a Lua a desabar-se no horizonte e as estrelas a caírem na minha Terra. A noite está triste e ela chora, chora e chora. Perdeu todo o seu brilho, todo seu mistério. Agora não passa de um simples pano preto pregado a um tecto imaginário. Já não havia estrelas no céu - pensava eu. Mas num ínfimo segundo os meus olhos ficaram cegos por uma luz branca, que me caiu nos braços e arrastou-me largos metros pelo chão.

Quando dei por mim já era de dia, o Sol brilhava com toda a alegria, o seu calor enchia-me o corpo de energia, aquecia-me a alma e, o que quer que me tivesse atingido, deixou-me a marca de uma Estrela no peito. Não me lembrava de nada da noite anterior, mas esperei pela próxima e passei todas as outras a contemplar o seu maravilhoso céu.

Não tinha razões para o fazer mas algo me atraía: não era a sua beleza, a sua misteriosidade ou o seu brilho. Era algo que me tinha tocado no meu coração, porque de dia ele não batia, mas à noite eram batidas de um coração apaixonado, batidas ofegantes, batidas poéticas.

Mais tarde, houve uma noite que decidi passá-la na varanda, cheguei até adormecer e senti os teus lábios a tocarem nos meus, a tua mão a passar no meu rosto e o teu rosto a pousar-se no meu peito. Quando acordei já tinhas partido e eu já não tinha uma Estrela no peito, mas sim no Coração.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

«A…»

A. -Eu amo-te sabes?

M. -Eu também te amo.

A. -Então posso gritar ao Mundo que eu «Amo-te»?

M. -Não, nem te atrevas!

A. -Porquê?

M. -Porque não gosto.

A. -Vou gritar à mesma. «A…».

A. - Hmm, Hmm. «Tira-me a mão da boca».

M. - Promete-me que não gritas, prometes?

A. - Hmm, Hmm. «Sim».

A. - Está melhor assim.

A. - Posso então gritar baixinho para ti?

M. - Podes.

A. - Amo-te.

M. - E eu a ti meu amor.

A. - Ainda bem que me impediste de gritar ao Mundo que eu te amava, porque eu já o demonstro todos dias e isso diz tudo.

M. - Obrigada. (Sussurra-me ao ouvido)

"Não interessa o número de vezes que o dizemos, mas sim a forma como o dizemos e como o demonstramos."