quinta-feira, 20 de maio de 2010

Mentiras

Estou cheio de mentiras. Mentiras tatuadas no meu corpo, onde as minhas verdades estão escondidas. Uma ferramenta, ao qual usam para o seu próprio prazer. Mentiras, entre as linhas da minha vida.

Viver na sombra de um mundo onde reina a escuridão, onde as trevas são sonhos ao invés de pesadelos, onde a mentira é um acto de inocência e o que vaguear no coração culminará na desilusão.

Porque quem me tem uma, nunca tem duas nem três…Sou um pedaço de mentira, nesta vida. Não passo e nem passarei de uma mentira, de uma mera ferramenta que se pode deitar fora.

sábado, 15 de maio de 2010

Festa Parte 2 – Palavras

Palavras que não passavam de 3 simples perguntas que me encantavam e me deixavam caído aos teus pés. És a loucura, a diversão em pessoa. Foi tudo isto que pensei e passei naquela altura e num momento tinhas descido a tua mão direita, até entre as minhas pernas. Não sabia como reagir a tal tentação, o meu corpo deixava-se levar, o meu mundo deixava de resistir às tuas preces.

Perguntavas, como é que eu conseguia embalar-te em tal “feeling”, como é que eu libertava em ti uma fera sem igual e como eu te deixava tão tentada e ao mesmo tempo tão molhada. Revirei-me sem medo e inspirei todo o ar que impedia os nossos lábios de se tocarem. Balancei a tua cara na minha direcção e enquanto te aproximavas lentamente, despistes-me. Desapertaste-me o cinto das calças de forma agressiva mas desabotoaste-me com calma esses botões pesados.

Simplesmente, tive que responder-te enquanto me seduzias. “Nunca fiz algo assim por uma rapariga até hoje, nunca agi de tal maneira e nunca tive a certeza de mim mesmo, só sei que tu me atraíste à distância, foi puro feitiço”. Não sabia mais que dizer, até que fechaste os meus lábios com os teus e selaste as minhas palavras que já não se ouviam, já não tinham sentido para aquele momento. E tu caminhavas para a possessão da tua vida. Já tinha fechado os olhos enquanto mexias onde não devias, eras o meu pecado, o meu fruto proibido.

Não falavas, porque depois de teres mexido um pouco, ficaste a contemplar uma ferramenta poderosa que Deus tinha dado ao homem e que toda a mulher queria ter, mas naquele momento era a ti que eu queria dar. Vias o quão grande era, imaginavas o que poderias fazer com tamanha ferramenta mas lá vestiste-me os boxers, abotoaste-me as calças e apertaste-me o cinto, foi tudo tão rápido. Já ias a fugir mas eu agarrei-te pelo braço e naquele instante fui eu que olhei nos teus olhos e foram eles que te fizeram aproximar de mim.

Eles disseram-te: “vem, vem para o pé de mim, encosta-te e sente-me dentro de ti”. Aproximaste-te lentamente, com outros olhos, agora eram mesmo olhares de possessão, atrevimento e de prazer futuro, mas o que fizeste foi chegar ao pé de mim e dizer: “vamos para o quarto lá de cima”. Essas palavras fizeram-me pecar, eu não queria mais nada, era ali, era aquele momento que não queria perder.

Lá fomos e lá chegámos. No meu subconsciente ainda via o que se passava no corredor, até parece que estivemos na casa de banho uns 3 minutos. Quando olhei para o relógio, já passava da meia-noite e meia. Mal fechámos a porta desse quarto, começámo-nos a fitar nos olhos caminhando em direcção à cama. Deitámo-nos e desenrolámos uma longa conversa.

Foi um diálogo de palavras e de perguntas atrás de perguntas em que eu só me questionava sobre o porquê de tamanho interrogatório. Não exagerei, foram perguntas à descoberta do meu ser como se ela quisesse navegar no meu mar de questões que serviam apenas para prevenir elucidações.

Até que…

Ódio e Medo

Sou guiado pelo ódio, o meu guia que leva-me a uma fonte de forças de outro mundo. Sou consumido pelo medo, que me leva a desesperar por um pecado, duro e errado. Através dos meus olhos, vejo fracassos e almas penadas de pessoas derrotadas.

Sei que vou a caminho do inferno, porque corre-me nas veias sangue de um imortal, onde o ódio e o medo, são os únicos caminhos a tomar no final. Porque em ambos existirá um abismo, em que quero mergulhar e me afogar.

Lágrimas que cairão, gotas de suor que escorrerão, sangue que será derramado, onde um destino é só e será sempre feito de pecados. Onde não existem caminhos traçados, mas sim caminhos, por onde serão caminhados, os meus pecados.

sábado, 8 de maio de 2010

Amizade, dura e perdura

Amizade no mundo existe, amizade que tenho. Tu duras e perduras, até mesmo quando fugimos para cometer loucuras. Prevaleces sem dizer uma palavra, sem dar uma gota de suor. Não és algo que se perde, mas que se batalha para ganhar.

Até nas profundezas do buraco mais negro do espaço, tu existes. És tu, quem apoia quem mais precisa, no momento mais difícil, num momento incredível. Estás lá, se Deus existir, então ele não criou o ser humano para ser perfeito à sua imagem, criou-te a ti. És tamanha perfeição, não cometes erros, não desesperas e sempre esperas.

Tamanha perfeição que dura anos a fio, mesmo existindo poucos que te fazem durar, estás lá nos seus corações, mesmo quando se tornam na pior das podridões, desilusões. Tu és a única coisa que não foge à lei da vida, mas és sim tu, que a finta como ninguém consegue.

Fazes viver como nunca ninguém viveu, tu fazes aquilo que mais ninguém limita-se a fazer, a pensar, a esperar. Pela oportunidade certa de entrar a matar e fazer com que aprendam com os erros. És tu que fazes chorar por um ombro amigo, por alguém sincero, por o amor, por um desejo de vida, por um simples sonho.

Nós todos, choramos contigo. Porque juntos, bem sabemos o que é lutar e aprender a fintar o significado de viver, de cabeça erguida, com pés no chão, olhando para a frente, sem olhar para o passado. Esse faz parte de nós, mas está para trás.

Os sonhos e objectivos estão à nossa frente e temos que os agarrar e por eles lutar. Tal como, tu fazes por mim e por nós. Vais-nos acompanhar até onde nós quisermos, se um dia te perderes, não te preocupes. Porque não serás esquecido, mas sim, sempre recordado, vezes e vezes sem conta.

Dedico este texto a todos meus amigos!

Obrigado a todos!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Cicatrizes

Cicatrizes frescas, marcadas no meu rosto. Feitas em batalhas duras e longas. Marcam-me o passado, quebram-se diante do meu pecado. Cortes de espadas, de balas. Tudo um conjunto de fracassos. Atentados sobre mim, que só me desfiguraram o rosto.

Um dia entrepuseram entre a espada e parede, o meu peito. Queriam espetar lá no fundo do meu coração, uma espada que na sua ponta continha um veneno letal. Amor, era como se chamava. O meu peito era rijo como pedra, o meu sangue frio como o gelo. Por isso, todos até hoje fracassaram em matar-me, em destruir-me, em arruinar-me.

Deixaram marcas, cicatrizes no meu rosto, com o significado de que mais ninguém olharia para mim. A partir daí, fechei-me como se fosse um livro com cadeado, ou um diário, onde toda gente pode contar o seu dia-a-dia, sem ninguém poder dar uma olhadela. Mas não, um livro era o mais certo. Cheio de pó, quando é tirado da prateleira há imenso tempo, tem uma história imensa para contar.

Fechei-me então, para o mundo, para mim mesmo. Anos mais tarde, decidi sair cá para fora, olhar-me ao espelho. E vi que… As cicatrizes tinham-se ido embora, já não residiam na minha cara, mas sim, no meu coração. As pessoas poderiam voltar a olhar para mim, mas nunca mais as permiti que me magoassem o coração, que o esquartejassem, que o desfizessem.

Não, preferia ter um rosto desfeito ao mundo, feio diante de um espelho, do que não ter coração. As cicatrizes ainda se mantêm frescas, mesmo passados anos a fio, o meu coração ainda bate, não por muito, mas também, não por pouco tempo. Há-de bater, enquanto eu quiser, enquanto tiver que ser.

São cicatrizes como estas, que criam sentimentos de ódio, dor e sofrimento. Consigo controlar isto tudo, como se fosse tão simples. Não consigo controlar o amor. É inexplicável, é algo que nos magoa e que ao mesmo tempo nos faz feliz, mas é impossível de ser controlado. Sentimentos que marcam-me o passado, quebram-se diante do meu pecado.