segunda-feira, 14 de junho de 2010

A cair aos bocados

Corro corro, para fugir destas minuciosas emboscadas. Que procuram-me cansar, levar-me à fraqueza e à exaustão. Elevar-me ao expoente de desilusão, ter vergonha de envergar uma camisola dolorosa de paixão. Corro corro, para o meu esconderijo, para vós sou um mero fugitivo.

Doente e sem destino. Querem-me ver a cair aos bocados. Então vejam, a minha pele a rasgar-se, as minhas veias arrebentar. Para contemplar o que há-de tão perfeito por dentro. Caiu aos bocados por fora, para erguer-me por dentro.

Quando um dia, chegares ao fim da meta para chegares à perfeição. Hás-de ver que no fim dela, estou eu. Ensanguentado, a chorar de dor, com a carne viva à mostra. Diante dos teus olhos, verás que tal perfeição, só conquistada com dor e sofrimento.

Cairás aos bocados vezes sem conta, mas se por dentro te consegues erguer, então não tens nada a perder. Fujo Fujo, porque não tenho esconderijo para me esconder. É correr na estrada da Vida até morrer...

5 comentários:

  1. O que nao nos mata torna-nos mais fortes.
    Sempre contigo amigo <3
    Obrigada por tudo
    Beijnho*

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  2. Gosto do qe escreves ;)
    sabes exprimir-te bem :D

    bjinho*

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  3. bom texto, boas palavras :D Gostei

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  4. exactamente .. o que nao nos mata fortace-los.. e a minha imagem nao aparece ali a minha tartaruga pq ?????? :C ai a merda :C

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