Hoje, é certamente um dia muito especial para a minha pessoa. Tenho certeza absoluta que não me encontro apaixonado ou que padeço de tal sintoma, ou que tenha a consciência de que fiz algo de novo que desse esperança ao Mundo, pelo menos hoje.
Hoje, por fim, notei um despertar que aguardava há muitos anos, desde daquele dia, daquela notícia, desde que tropecei então e cai inconsciente numa cama e fiquei por lá de olhos cerrados, a viver memórias do passado, saudades do futuro e da indecisão do presente.
Hoje, que isto interessa? Tudo. Porque este filme foi o estímulo que, de certa forma, retrata tudo aquilo que sonhei em viver, em sentir, a partir do momento em que soltei o primeiro choro neste Mundo até ao dia que voltarei a fechar os olhos de vez.
Hoje, de consciência livre, de olhos limpos de poeira, vejo que o meu sonho não é ser escritor ou bodybuilder, porque só queria ter força e apatia para ser melhor do que sou todos dias, mas isto, isto das palavras estampa-se na minha cara, no meu feitio, no meu pensamento incerto.
Hoje, quero que a vida seja os meus anabolizantes de imaginação, que potenciem um crescimento longo e duradouro de asneiras, erros, paixões, lágrimas, aprendizagens, emoções, esgotamento, etc. Quero que a minha secretária se transforme num banco que consiga suportar todo o peso da minha consciência e inconsciência que se tornarão mais pesadas a cada ano que passa. Quero que lápis seja o meu haltere e que faça o deslizar com a força de um mundo sobre o caderno.
Hoje, não quero escrever, quero sim fazer parte escrita e quero viver essa história, seja ela qual for, quero vivê-la, quero amar até amar a tal, quero chorar até chorar com a tal, quero sofrer por perder quem mais amo, quero ser quem sou e se puder sê-lo, então também quero morrer feliz.
Hoje, sinto-me feliz e amanhã começa uma história nova e eu certamente vou aproveitá-la ao máximo.
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