Sei que sou o perpétuo desengano da tua pessoa, de outra pessoa e de todas as outras que são favoritas ao meu lugar. O meu suor, o meu pensamento, o meu sentido nada te pedem que o mínimo, como outros pedem aos seus sem suar em tamanho quanto meu ou como a nova onde também corre teu sangue, o mesmo que o meu sangue e que tudo te pede, para onde tudo viaja, para o mundo que está e para o futuro que já tem, e eu, eu não posso sentir inveja.
Caminho ao frio com língua morta no desalento da noite, a desilusão que eu sou.
Palavras mudas: não sei viver onde estou.
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