- Vou-te roubar. – Disse-lhe ele.
Ela tremia por todo lado, não sabia o que fazer, estava demasiado nervosa.
- Dou-te o meu corpo, mas não me faças mal, não leves o pouco que tenho. – Pediu-lhe ela.
Ela começou-se a despir, mas ele por sua vez ousava só contemplar os seus olhos cinzentos, o seu cabelo castanho, a pele morena do seu corpo, que agora se encontrava nu. A saliência das suas mamas, dos seus bicos rosados, das suas ancas perfeitas, da curvatura das suas nádegas, à medida que se aproximava dela e via as suas costas. Notava cada vez mais a sua perfeição, tão pobre, mas rica numa beleza que poucos conseguiam ver.
- Não quero o teu corpo, nada que seja teu, vim-te roubar os teus lábios por momentos. – Sussurrou-lhe ao seu ouvido.
Ele bem sabia que, a única forma de tocar no coração, era através de um mero beijo, de simples toque de lábios, mas só por momentos. Beijou-a, limpou-lhe as lágrimas e, antes de partir, voltou a sussurrar-lhe ao ouvido:
- Vou continuar a roubar lábios, corações partidos por outros, porque pode ser que assim, um dia, encontre o tal «amor» como muitos sonham.
muito bom Filipe , continua :)
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