No meio de um descampado, deitei-me levemente na relva como se tratasse de uma pena a cair, vinda lá do céu. Tinha vindo de uma noite e nada tinha bebido, mas sentia-me cansado e senti que aquele local era o ideal. Da mesma forma que cai, senti os meus pensamentos fluírem, conseguia ouvir os sons da natureza a entrarem na minha cabeça e deixarem-me num estado, tudo menos comum.
Fiquei num estado puro, onde encontrei o equilíbrio perfeito entre o meu corpo, a minha mente e a Natureza que me rodeava. O meu cansaço era tanto que eu sentia-me preso aquele lugar e dali não queria sair, mas era de notar que alguém já tinha lá estado. Estava tão liberto, que podia mesmo sentir um aroma feminino, uma fragrância intensa e inquietante.
Uma rapariga ou uma jovem mulher que poderia lá ter estado. Resolvi deixar um bilhete na maior árvore que havia ali ao pé. Quando me deparei frente a essa mesma árvore, pude ver vários pequenos papeis pregados. Mas não conseguia ver todos, então contornei-a. Os papéis eram mais que imensos, eram aos milhares e pareciam compor uma figura.
Afastei-me e a figura ganhava contornos. Afastei-me mais ainda e ao longe via uma rapariga sentada a cavalo, a correr até mim. É por isso que aquele aroma era tão forte, à velocidade que ela andava naquela zona, podia espalhar o seu encanto por todo aquele lugar.
Então debaixo das Estrelas acordei e ao levantar-me vi uma rapariga montada a cavalo, a desaparecer ao longe…
Isso parece a historia de um fantasma sabias? xD
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