terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Desconhecida

Vou escrever numa folha com frente branca e verso preto. Na parte branca escreverei com tinta preta os meus mais obscuros segredos e no verso preto, escreverei a vermelho os meus sete pecados.

No fim de escrever tudo, virei a face branca para ficar lado a lado com a face preta. Deito ambas as folhas no chão e levanto-me, começo a ver um rosto. Rasgo mais e mais, até ficarem pequeniníssimos e afasto-os um do outro.

Levanto-me mais uma vez e olho para as folhas de papel, que lindas ficaram. Era o teu rosto pálido, o teu cabelo escuro e os teus lábios vermelhos. Eras o meu maior segredo, o segredo que não queria perder da minha memória, e, eras o meu maior e mais forte pecado, porque por ti senti um amor inquietante.

Foste uma desconhecida que me conquistou, mas há muito que partiste e eu por aqui fiquei, entregue a mundo que não conheço.

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