quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Cansaço

O cansaço abate-se sobre a minha mente, enquanto enrosco a tampa na caneta para a poder pousar sobre o caderno e parar a minha escrita por hoje. Não durmo à horas e enquanto o sono se perde diante dos meus olhos, vejo-me sentado numa esplanada a escrever continuamente, situado numa bela praça.
À medida que as minhas pestanas superiores iam caindo e as inferiores escalavam, de encontro uma à noutra, num forte embate de adormecimento. Enquanto podia ver uma rapariga a andar de patins, fazendo sempre o mesmo percurso vezes e vezes sem conta, mas só caminhava e não fazia mais nada de especial.
Relembrava-me uma das primeiras aprendizagens da vida: aprender a andar. Onde caíamos muitas vezes, até um dia conseguirmos erguer na perfeição o tronco sobre os membros inferiores. Agora que penso sobre os primeiros momentos da vida de um ser Humano, reflicto com razão que esses instantes são a base para o restante resto da existência.
Sempre que caímos ou falhamos num objectivo durante o nosso percurso, assola-nos um sentimento de tristeza, por vezes mágoa, ódio e desilusão. Mas quando nos levantamos sentimos quase indestrutíveis, fortes, felizes e iluminados de confiança.
Era este reflexo razoável que me tinha ocorrido enquanto a suave brisa e o calor do Sol se prendiam na minha mente, e eu adormecia aos poucos vendo a patinadora a desaparecer no meu horizonte, o som das rodas a rolarem sobre a praça a evaporar-se e o meu feliz pensamento a esboçar-me um sorriso no meu rosto e os meus olhos a fecharem-se.

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